terça-feira, 22 de setembro de 2009

"Como ajudar na rotina escolar", reportagem da Revista Veja em 8 de Fevereiro de 2006

O Brasil é um país onde os pais participam pouco da vida escolar dos filhos. Segundo pesquisa da OCDE (organização que reúne as nações mais industrializadas), esse é um dos fatores que explicam o baixo desempenho acadêmico dos estudantes brasileiros. De acordo com o trabalho, existe uma relação direta entre o engajamento das famílias no processo de aprendizado e os bons resultados escolares. Os melhores exemplos nesse campo vêm de países asiáticos, como Japão e Coréia do Sul, onde as mães chegam ao extremo de fazer cursos para aprender a lição dos filhos. A experiência oriental, que tem contribuído para colocar tais estudantes entre os melhores do mundo, serve de alerta para os pais dos 30 milhões de brasileiros que voltam às aulas em fevereiro.

Com o objetivo de reunir sugestões sobre como a família pode ajudar, VEJA entrevistou o professor Harris Cooper, diretor de um instituto voltado para pesquisas sobre educação na Duke University, nos Estados Unidos. Há duas décadas, Cooper se dedica a estudar os efeitos positivos da participação dos pais na vida escolar. Nesta reportagem, ele dá idéias práticas com base em seus últimos trabalhos sobre o tema. Também foram convidadas a opinar cinco das melhores escolas de ensino fundamental do Brasil, segundo ranking publicado por VEJA. Elas estão de acordo em relação à dose adequada de ajuda familiar nos estudos. Eis o resultado:

O QUE O PROFESSOR HARRIS COOPER SUGERE PARA QUE OS PAIS PARTICIPEM DAS TAREFAS ESCOLARES

Divulgação

Garantir que não faltem em casa livros, um bom dicionário e espaço tranqüilo para realizar o dever
Mostrar-se entusiasmados em relação às tarefas dos filhos. Segundo pesquisas, isso ajuda a fazê-los encarar o dever como uma atividade prazerosa
Fazer a criança perceber que suas tarefas têm aplicação na vida prática. Por exemplo: ao consultar seu saldo bancário, mostrar como se usa a matemática para conferir a conta
Ao ter a ajuda requisitada, apenas dar sugestões de como resolver a questão. Está provado que essa é uma estratégia mais eficiente do que revelar a resposta
Se a criança demonstrar sinais de exaustão, sugerir um intervalo para o descanso antes da conclusão da tarefa


O QUE AS ESCOLAS OUVIDAS POR VEJA FALAM SOBRE DEVER DE CASA

Renato Chaui
Colégio Porto Seguro, em São Paulo: uma das escolas consultadas

Como elas acham que os pais podem auxiliar nas tarefas escolares
Primeiro, os pais devem estimular os filhos a ter uma rotina de estudos em casa. Outra medida de efeito positivo é que demonstrem interesse pelas tarefas. Em relação à ajuda na realização dos deveres, o consenso é que os pais desempenhem o papel de orientadores. Ao serem solicitados, eles devem indicar livros e sites para pesquisa. Também podem fornecer pistas sobre a resolução de um problema. "Dar a resposta certa, jamais", dizem os educadores ouvidos por VEJA.

Quanto tempo os estudantes devem dedicar aos deveres, segundo as escolas entrevistadas
Da 1ª à 4ª série, no máximo duas horas. Da 5ª à 8ª série, o limite é de três horas.

Brincadeira sem graça

Digital Vision/Getty Images

Apelidos e implicâncias entre colegas fazem parte da vida escolar. O que preocupa os especialistas é quando esse tipo de atitude descamba para a agressão física e moral, com um bode expiatório definido e por longo período. A essa prática dá-se o nome de bullying, palavra importada do inglês que designa um fenômeno bastante presente em escolas dos Estados Unidos. No Brasil, a pesquisa mais recente sobre o assunto foi feita pela Abrapia – associação voltada para estudos sobre a infância e a adolescência – em escolas do Rio de Janeiro. O trabalho concluiu que 40% dos entrevistados praticam ou sofrem bullying no ambiente escolar. Entre os colégios ouvidos por VEJA, alguns já têm programas para enfrentar o problema. No Neo Planos, do Recife, os professores recebem treinamento para lidar com casos de bullying. No Colégio Porto Seguro, em São Paulo, pais e alunos participam de palestras informativas sobre o tema.

A especialista Cleo Fante, autora do livro Fenômeno Bullying, formulou um manual que reúne os sinais observados com maior freqüência nas vítimas desse tipo de prática. Eis alguns:

O estudante prefere ficar trancado no quarto a sair com os amigos
Ele raramente é convidado para uma festa da escola
Seu desempenho escolar apresenta piora
Pede ao pais que o troquem de escola sem uma razão convincente
Antes de ir ao colégio, sua muito e tem dores de barriga ou de cabeça
Ele manifesta o desejo de mudar algo em sua aparência

O Cyberbullying


Marcelo Kura

Esse é o nome dado ao tipo de agressão praticado por meio de artefatos tecnológicos, como blogs na internet e mensagens no celular. Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos chegou a um número impressionante sobre o assunto: 20% dos estudantes americanos de ensino fundamental são vítimas do cyberbullying. Outra pesquisa, essa realizada na Inglaterra, quantificou o número de meninas que são alvo de agressões via celular. Isso ocorre com 25% das inglesas.

Eles eram alvo de implicância

MAÍLSON DA NÓBREGA, economista
Apelido na escola: Mané Perua (pela atribuída semelhança com um senhor, notório pela feiúra, que residia em sua cidade natal)
Como reagia ao ser importunado: ficava calado. "A brincadeira deixava de ter graça"

FERNANDO MELIGENI, tenista
Apelido na escola: Móbile (por sua magreza)
Como reagia ao ser importunado: discutia com os colegas, embora não surtisse nenhum efeito. "Isso me fez desenvolver um espírito de autodefesa"


EDUARDO PAES, deputado federal
Apelido na escola: Cabeça de Ovo
Como reagia ao ser importunado: ouvia em silêncio. "Aprendi a desprezar as críticas desimportantes"




ANA HICKMANN, modelo
Apelido na escola: Ana Banana
Como reagia ao ser importunada: ficava triste e permanecia calada. "Entendi com o tempo que a chacota não tinha o menor valor"


Fonte: http://veja.abril.com.br/080206/p_098.html

Inferno na escola

A intimidação das crianças pelos colegas arrasa a auto-estima e pode trazer problemas de aprendizado


Sergio Pinheiro
Convivência na infância: colégio deve incentivar respeito mútuo


Ganhar apelidos maldosos e tornar-se alvo de gozação dos colegas a propósito de algum aspecto da aparência, do jeito de falar ou do comportamento são dificuldades pelas quais qualquer criança pode passar durante a vida escolar. Ou ainda levar um beliscão ou um cascudo, eventualmente, e até voltar para casa com um brinquedo quebrado por alguém da mesma idade. Nada mais natural, já que são meninos e meninas com temperamentos e personalidades diferentes convivendo diariamente em um mesmo espaço, numa fase da vida em que as regras da boa convivência ainda se estão sedimentando. Entretanto, não raras vezes essas atitudes podem descambar para a hostilidade sistemática e conduzir seu filho ao isolamento dentro da turma e à exclusão de atividades recreativas. Há casos em que a agressão física, em geral por alguém mais forte, passa a ser freqüente. Espalham-se rumores e até ameaças e roubo se verificam no convívio entre garotos e garotas no colégio.

É uma situação para a qual muitos pais não estão atentos, mas que pode infernizar a vida do filho, afetar seu relacionamento familiar e causar entraves no aprendizado, segundo o pediatra e psiquiatra infantil Christian Gauderer, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "A criança que não consegue fazer parte de um grupo pode passar por sérios problemas emocionais", adverte Gauderer, atualmente nos Estados Unidos, onde faz pesquisas na Universidade de Hackensack. A primeira dificuldade que os pais têm é identificar a ocorrência das pressões, já que a maioria das crianças reluta em falar abertamente sobre o assunto. Isso porque experimentam um sentimento de vergonha por estar sofrendo chacotas ou apanhando na escola, ou ainda por temer retaliações dos agressores. "Um dos sinais mais evidentes é a queda de rendimento escolar e a resistência em ir à aula", explica a especialista em violência infantil Cacilda Paranhos, do Laboratório de Estudos da Criança da Universidade de São Paulo.


Paulo Jares
O psiquiatra Gauderer


De uma maneira geral, o conselho mais repetido entre diversos especialistas entrevistados é procurar elevar a auto-estima da criança em casa, ressaltando sempre suas qualidades e capacidades (veja quadro). Antes de tratar o filho como o coitadinho da história, no entanto, é preciso checar se não é o próprio comportamento da suposta vítima o motivo da rejeição entre os colegas. "A ausência de limites e o excesso de mimos em casa podem fazer com que a criança fique egoísta, chata, agressiva, enfim, não siga as regras básicas de convivência em grupo", alerta a psicóloga Ceres Alves de Araújo, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A falta de entrosamento pode ter diversas origens, por isso é importante o trabalho conjunto entre pais e professores para a identificação e solução do problema. Algumas escolas promovem atividades e jogos em grupo, com o objetivo de reforçar a importância da socialização e do respeito mútuo entre as crianças, além de manter a fiscalização nos horários de intervalo para identificar os alunos que estão sempre sozinhos ou se metendo em confusões. "A escola tem obrigação de alertar os pais para os problemas enfrentados pelos filhos", diz a psicopedagoga Anna Paula Costa, orientadora pedagógica do Pitágoras, de Belo Horizonte.

Se no Brasil iniciativas como essas parecem isoladas, na Inglaterra e nos EUA o assunto ganha foros de debate nacional. Em inglês, a atitude é conhecida por bullying, algo como intimidar, atormentar, termo sem uma tradução exata em português. Nos dois países, há livros publicados, entidades especializadas na orientação para os pais e na defesa das crianças, bem como normas que obrigam as escolas a oferecer uma política clara de providências contra o bullying. Como sempre ocorre quando um tema ganha essa dimensão, aparecem abordagens fora de foco. Na Inglaterra, por exemplo, o suicídio do garoto Jevan Richardson, de 10 anos, ocorrido no começo do ano, inflamou os ânimos e foi atribuído a problemas de socialização na escola. Nos EUA, o bullying chegou até a ser apontado como o estopim de episódios como a morte de treze alunos da escola Columbine, na cidade americana de Littleton, em 1999. Exageros à parte, a experiência de lá é claro que ajuda a clarear o caminho para quem se interessa em resolver a situação. Recentemente foi divulgada na respeitada revista científica da Associação Médica Americana o resultado de uma ampla pesquisa com nada menos que 15.686 estudantes sobre o tema, centrada nos pré-adolescentes e nos adolescentes. "A ocorrência é vigorosa e, dadas as conseqüências negativas de longo prazo para eles, a questão exige atenção séria", conclui o relatório da pesquisa. Para essa faixa etária, comprovou-se que, no sexo masculino, a reclamação maior é de agressão física. Já entre as adolescentes, são mais correntes as agressões verbais e a disseminação de boatos sobre o comportamento sexual das colegas.

Extraído do site da Revista Veja e publicado em 13/06/2001

Fonte: http://veja.abril.com.br/130601/p_142.html

Musica anti-bullying: Don't Laugh At Me- Mark Wills



Tradução da Música
Eu sou um garotinho de óculos
Aquele que chamam de nerd
Uma garotinha que nunca sorri
Porque uso aparelho nos dentes
E eu sei como é o sentimento
De chorar sozinho até dormir

Eu estou tentando ser meu amigo
Mas será que é demais pedir

Não ria de mim
Um dia todos nós teremos asas perfeitas
Não ria de mim

Eu sou o aleijado na esquina
Você passou por mim na rua
E eu não estaria alí, suplicando
Se eu tivesse o suficiente pra comer
E não pense que eu não diria
Que nossos olhos nunca se encontram

Eu perdi a minha esposa e o meu garoto quando
Alguém cruzou aquela linha amarela
O dia em que nós os deitamos no chão
É o dia em que eu enlouqueci
E agora eu estou abaixado
Pra segurar esse pedaço de cartão
Então

Não ria de mim
Não me xingue
Não sinta prazer da minha dor
Aos olhos de Deus nós somos todos iguais
Um dia todos nós teremos asas perfeitas
Não ria de mim

Eu sou gordo, eu sou magro, eu sou baixo, eu sou alto
Eu sou surdo, eu sou cego. Mas afinal, quem não é?

Não ria de mim
Não me xingue
Não sinta prazer da minha dor
Aos olhos de Deus nós somos todos iguais
Um dia todos nós teremos asas perfeitas
Não ria de mim


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=HTNVXlirF4Y
http://letras.terra.com.br/mark-wills/837396/traducao.html

Aluno gago é agredido por colegas em São Joaquim da Barra


Um menino de 9 anos foi agredido na saída da escola por cinco colegas em São Joaquim da Barra, região de Ribeirão Preto. O menino foi hospitalizado e sofreu uma lesão na coluna cervical. Segundo a mãe e a tia da garoto, o motivo das agressões foi a gagueira da vítima.

“Os colegas zoam e pegam no pé dele o tempo todo. Ele é quieto e fica na dele, mas eles não aceitam”, diz a mãe do menino, Kenia Silveira Dutra. “A professora disse que ele nem conversa de tanta vergonha”.

As agressões ocorreram na quarta-feira (16), mas o menino escondeu o caso da mãe. Na quinta-feira (17) ele foi levado para o pronto-socorro da cidade com muitas dores na coluna e no pescoço. O menino foi transferido para o hospital São Francisco, em Ribeirão Preto. Uma ressonância magnética e uma tomografia confirmaram uma lesão no ligamento do pescoço. O menino não vai precisar de cirurgia, mas vai usar um colete ortopédico. “O colete serve para limitar a movimentação e auxiliar na cicatrização”, informa o diretor clínico Fernando Félix Tincani.

Segundo a família, o menino disse que apanhou de cinco alunos da própria sala. “Perguntei como é que eles bateram nele. Ele disse que eles deram murros na cabeça e chutes. Quando ele caiu no chão eles começaram a chutar", conta. A família também informou que desde o começo do ano, Victor sofria ameaças e foi agredido em sala de aula, no pátio e na porta da escola.

A direção de ensino de São Joaquim da Barra já foi informada do caso. “Os fatos serão apurados e após isso o conselho deverá se pronunciar sobre o caso”, diz a diretora regional de ensino, Reni Mazarão.

A polícia vai investigar a denúncia da família de que o menino foi liberado mais cedo da escola no dia da agressão e saiu pelo portão dos fundos. “Realmente a instituição não teve a cautela necessária com o caso. Vamos continuar as investigações”, afirma a delegada Soraia Ravagnani.


Fonte:
http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.aspx?271503

Poema sobre Bullying

Todos sangramos vermelho…

Talvez eu não consiga escrever uma frase, ou mesmo uma palavra,
Mas isso significa que você pode me empurrar contra a parede?
Talvez eu não consiga ler tão bem quanto o restante da classe,
Mas isso significa que você tem de me fazer tropeçar quando estou passando?
Talvez eu não consiga chutar a bola tão longe quanto o melhor,
Mas isso significa que sou diferente dos demais?
Talvez eu não consiga gritar tão alto quanto você,
Mas isso me torna um homem menor?
Talvez eu seja de uma outra cor, uma raça diferente,
Mas isso lhe dá o direito de bater no meu rosto?
Talvez meus óculos façam meu rosto parecer redondo,
Mas isso quer dizer que você deve atirá-los no chão?
Talvez eu seja pobre, e não tenha dinheiro algum,
Mas isso quer dizer que você pode me ridicularizar para que seus amigos o achem engraçado?
Talvez eu vista roupas Adidas ou Nike,
Mas isso lhe dá o direito de roubar as coisas de que gosto?
Talvez eu nunca venha a vencer, e seja sempre um perdedor,
Mas você pode me deixar em paz? Posso escolher?
Talvez você não se importe se estou vivo ou morto,
Mas você não será o único a visitar uma cama de hospital.
Se eu pudesse escolher uma única coisa para entrar na sua cabeça seria isto:
“Somos todos iguais. Todos sangramos vermelho…”

Anthony Kisley
2000

(Extraída do livro: GLOBETROTTER – Inglês para o Ensino Médio .
Marcelo Baccarin Costa.)


Fonte: http://memoriasealem.wordpress.com/tag/amigos/

Caso de Bullying publicado na revista veja em 5 de Junho de 2009

Reportagem realizada pela revista VEJA, onde a vítima, os pais, diretores da escola, contam sobre o caso de Bullying do Jovem Rafael Flor.



Fonte:
http://www.youtube.com/watch?v=pYNf4PyYwGE

Projeto Bullying 2009


Somos alunos da escola Cônego, localizada na cidade de Barra Bonita, interior de SP. Não é necessariamente uma cidade grande, porém os problemas encontrados tanto aqui como em qualquer outra cidade, são grandes o bastante. Dentre eles, o Bullying, exercido mundialmente e que vem crescendo de forma absurda. É um assunto complexo das quais estamos realizando com ajuda de profissionais, dentre eles nosso Professor Mestre Armstrong Machado.

Disponibilizamos esse blog com a finalidade orientar as pessoas de forma à fazê-las não serem futuras nem atuais vítimas ou até mesmo agressores.

Será possível ver todos nossos objetivos e atitudes, de forma a fazer vocês, caros leitores, entender sobre esse assunto, tomar atitudes próprias, em busca de melhorias para todos, através de músicas, vídeos, gravações, imagens, artigos, explicações, etc.

Necessitamos reverter toda essa violência encontrada na nossa sociedade e ir em busca de um futuro digno para todos. Afinal, temos como dever nos dedicarmos a mudar esse mundo e como direito, viver uma vida melhor.

Espero que seja nosso aliado...
BEM VINDOS AO NOSSO BLOG!